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Controle de doenças fúngicas em tomates: como aplicar princípios eficazes e garantir uma lavoura saudável.




A ocorrência de doenças fúngicas em tomates é uma das principais causas de queda na produtividade das lavouras. Entre os sintomas mais comuns estão o tombamento e a morte de plântulas, especialmente em áreas com alta umidade e sombreamento. Neste post, entenda como aplicar princípios e métodos de controle fitossanitário e descubra como a Rural Consultoria Júnior pode ajudar produtores rurais a recuperar e proteger suas lavouras de tomate.


O impacto das doenças fúngicas na produtividade do tomateiro


Imagine investir em uma lavoura de tomates, cuidar de cada detalhe e, no momento da colheita, perceber que as plantas estão morrendo ainda na fase inicial. Situações como essa são mais comuns do que se imagina e costumam estar relacionadas à ocorrência de doenças fúngicas, especialmente em condições favoráveis de umidade, sombreamento e pH inadequado do solo.

Essas doenças, como o tombamento de plântulas, causam grandes prejuízos, pois comprometem o estabelecimento da cultura desde o início do ciclo produtivo. Mas, com o manejo correto e o acompanhamento técnico especializado, é possível recuperar a sanidade da lavoura e garantir bons resultados produtivos.


Entendendo a doença e o triângulo da doença


O primeiro passo para um controle realmente eficaz é compreender o chamado triângulo da doença, conceito fundamental na fitopatologia que descreve a interação entre três elementos indispensáveis para o desenvolvimento de qualquer enfermidade vegetal: o patógeno, o hospedeiro e o ambiente.

No caso da doença fúngica em tomate, o patógeno corresponde ao fungo transmitido por sementes e mudas contaminadas, responsável pela infecção inicial e disseminação na lavoura. O hospedeiro é a própria planta de tomate (Solanum lycopersicum), que, quando em condições favoráveis ao fungo, torna-se suscetível à infecção. Já o ambiente exerce papel decisivo no agravamento do problema: altos níveis de umidade, sombreamento excessivo e solos com pH baixo criam o cenário ideal para o desenvolvimento e a persistência do patógeno.


Assim, o sucesso do manejo depende diretamente da atuação equilibrada sobre esses três componentes, interrompendo o ciclo da doença e promovendo condições mais favoráveis à sanidade e ao vigor das plantas.


Aplicação dos princípios de controle


O manejo eficiente da doença fúngica no tomateiro deve se basear na aplicação integrada dos princípios clássicos de controle fitossanitário, que atuam sobre os três vértices do triângulo da doença: o patógeno, o hospedeiro e o ambiente.


1. Princípio da erradicação (atua sobre o patógeno)


O objetivo aqui é eliminar o fungo da área para evitar novas infecções. Entre as medidas mais eficazes estão o tratamento de sementes e do solo com fungicidas adequados, a remoção e destruição de plantas doentes (roguing) e a rotação de culturas, que interrompe o ciclo de sobrevivência do agente causador.


2. Princípio da proteção (atua sobre o hospedeiro)


A ideia é impedir que o patógeno entre em contato com a planta. Para isso, é fundamental realizar o tratamento químico preventivo das sementes, utilizar mudas sadias e certificadas, livres de contaminação, e adotar boas práticas de manejo que favoreçam o vigor e a resistência natural das plantas.


3. Princípio da evasão (atua sobre o ambiente)


Está relacionado ao ambiente e envolve a adoção de medidas que evitem as condições favoráveis à ocorrência da doença. Recomenda-se evitar áreas com excesso de umidade ou má drenagem, escolher períodos de plantio em que a presença do fungo seja menos intensa e garantir profundidade e espaçamento adequados entre as plantas, reduzindo o risco de tombamento.


4. Princípio da regulação (atua sobre o ambiente)


Tem como foco alterar as condições ambientais para desfavorecer o fungo. Entre as ações recomendadas estão a adubação equilibrada, evitando o excesso de nitrogênio; a correção do pH do solo para níveis ideais ao tomateiro; o controle adequado da irrigação, prevenindo o encharcamento; e a redução do sombreamento, o que melhora a ventilação e dificulta a sobrevivência do patógeno.


Resultados esperados com o manejo correto


A doença fúngica em tomate pode comprometer severamente o desempenho produtivo, mas com a aplicação dos princípios de erradicação, proteção, evasão e regulação, é possível controlar o fungo e recuperar a vitalidade da lavoura. O segredo está em diagnosticar corretamente a origem do problema, escolher os métodos de controle mais adequados e manter um manejo integrado e contínuo, que considere o equilíbrio entre o solo, a planta e o ambiente.

Com o suporte técnico certo, o produtor evita prejuízos, reduz custos com aplicações desnecessárias e garante uma produção mais sustentável e eficiente ao longo das safras. Além de controlar a doença, o manejo adequado contribui para melhorar o vigor das plantas, aumentar o pegamento dos frutos e otimizar o aproveitamento dos insumos, refletindo diretamente na qualidade e rentabilidade da colheita. Na prática, o resultado de um bom manejo é uma lavoura mais equilibrada, produtiva e resistente a novos surtos de fungos, assegurando estabilidade e competitividade ao produtor.




 
 
 

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