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Compostagem doméstica: A solução ecológica para o descarte de resíduos



O acúmulo de lixo nas cidades está se tornando um problema cada vez mais grave devido ao aumento da população e do consumo. A coleta e a disposição adequada do lixo são desafios, pois existe o risco de contaminação do solo e das águas, tanto as que vemos na superfície quanto as subterrâneas. Dessa forma, tanto o meio ambiente como a vida das pessoas tem sido prejudicada.


Resíduos domiciliares contém em média 67% de restos de alimentos 19,8% de papéis, 6,5% de plásticos, 3,0% de vidros e 3,7% de metais. Os restos de alimentos (animal ou vegetal) gerados em nossas casas constituem os resíduos orgânicos. Uma opção para lidar com essa situação tem sido a compostagem. Nela, mistura-se restos de alimentos, frutas, folhas, estercos, entre outros materiais. Eles são decompostos por microrganismos, como bactérias e fungos, em condições adequadas de umidade, temperatura e oxigenação.


Ao final do processo, obtém-se um adubo orgânico escuro, uniforme e estável, que pode ser usado em qualquer tipo de planta. Esse adubo não causa danos e melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo.


Como fazer em casa?


  • VERMICOMPOSTAGEM

A vermicompostagem é um método altamente eficiente, pois as minhocas desempenham um papel crucial no processo de decomposição. Além da decomposição rápida, esse método também resulta na produção de húmus de minhoca, um material rico em flora bacteriana. Esse húmus oferece às plantas uma nutrição equilibrada e ajuda a fortalecer sua resistência a doenças.

1) Para montar a composteira, você vai precisar dos seguintes materiais: 3 caixas plásticas escuras (sendo uma com tampa), folhas secas, galhos e cerca de 100 minhocas.

2) Empilhe as caixas uma em cima da outra, sendo que as duas caixas superiores devem ter pequenos furos na base para permitir a comunicação entre elas - essas serão responsáveis pelo processo de decomposição. A última caixa será usada apenas para coletar o resíduo líquido orgânico, que posteriormente pode ser diluído e utilizado para regar plantas e hortas.

3) Forre o fundo da caixa com folhas secas e galhos, criando uma base que funcionará como um dreno para a composteira. Em seguida, adicione a terra e as minhocas na caixa do meio, e coloque os resíduos orgânicos sobre elas. Cubra os resíduos novamente com folhas secas - isso ajudará na oxigenação e evitará odores desagradáveis. Por fim, coloque a tampa na composteira.


  • COMPOSTAGEM SECA

Uma alternativa é a compostagem sem o uso de minhocas. O processo é semelhante, mas neste caso, a composteira pode incluir cascas de alho e cebola, ao contrário da vermicompostagem. No entanto, é importante destacar que a decomposição pode ser mais lenta e pode haver um odor desagradável, especialmente se o processo não for realizado corretamente.

A falta de oxigenação adequada nesse tipo de compostagem pode resultar no desenvolvimento de mofo, e a ausência de material seco pode causar o mau cheiro. É recomendável garantir a aeração adequada da pilha e adicionar materiais secos para equilibrar a umidade e reduzir o odor indesejado.

Quais resíduos podem ir na composteira?


Na composteira, é possível compostar resíduos orgânicos, como restos de frutas, legumes, verduras, cascas de ovos, borra de café, folhas secas, aparas de grama e pequenos galhos. Esses materiais contêm nutrientes e podem ser decompostos por microrganismos.

No entanto, é importante evitar resíduos de origem animal, como carnes, laticínios, gorduras e fezes de animais, pois podem atrair pragas e causar odores desagradáveis. Além disso, materiais não orgânicos, como plásticos, vidros, metais e produtos químicos, não devem ser colocados na composteira, pois não são biodegradáveis e podem contaminar o composto final.


Cuidados a serem tomados


Ao escolher o local para fazer a compostagem, é importante considerar a presença de sol e sombra. Esses aspectos afetam as condições necessárias para o processo de compostagem, como a presença de microorganismos, aeração, umidade e temperatura adequadas. Se a composteira ficar exposta ao sol por muito tempo, os resíduos orgânicos podem secar demais, o que é ruim. Além disso, altas temperaturas podem prejudicar os microorganismos envolvidos na compostagem, já que a maioria não sobrevive a temperaturas acima de 70 °C.

Por outro lado, se a composteira ficar em um local excessivamente sombreado, os resíduos tendem a ficar muito úmidos, o que também não é desejável. Portanto, é importante encontrar um equilíbrio, onde a composteira receba uma quantidade adequada de sol e sombra para manter as condições ideais de compostagem.


DICA


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